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» Saiden » 28/07/2015

Esse conto faz parte de uma série de contos inacabados intituladas Gerações de Honra, que narra as batalhas de Galdor, que lutou nas três guerras e foi transformado em cavaleiro da morte e de seu filho Saiden que é um paladino como seu pai um dia foi.

Esse conto foi publicado originalmente no site portal wow que infelizmente vai sair do ar em breve :cry:

Gerações de Honra: Epílogo

“O rei voltou, o rei voltou…” Essa era a frase mais comum escutada por Saiden e por seu pai Galdor, quando adentravam Stormwind. A cidade estava muito agitada. Constantemente chegavam heróis e soldados da aliança de toda a parte, para saber das novidades. Muitos se preparavam para ir para o grande continente norte congelado, conhecido como Northend.

“Filho tenho uma audiência com o rei, não posso circular nesse estado sem estar reintegrado a aliança, preciso do aval dele.” Fala Galdor sobre sua atual condição “Sim pai, vá até lá, o senhor não terá dificuldades, pois há muito já luta pela aliança e além disso, está com a carta de Lorde Tirion. Eu o esperarei no orfanato, vou fazer uma doação e descansar um pouco com as crianças” responde Saiden “Descansar? Você vai se cansar ainda mais com aquelas crianças. Se forem agitadas como você era em sua infância, estás perdido.” Fala o experiente Galdor. “Acalme-se pai, irei descansar meu espírito.” Diz o jovem paladino “Tem razão filho, aproveite a tarde. Estarei na praça em frente ao orfanato ao pôr-do-sol. Não quero assustar os pequenos.” Completa Galdor.

Ao passarem pelos canais, eles se despedem. Saiden sente ao mesmo tempo uma grande felicidade e uma angústia de não ter impedido que seu pai chegasse a esse ponto. Ele tenta pensar em coisas boas e logo vê as crianças com uma senhora na entrada do orfanato. “Boa tarde senhora” fala Saiden, desmontando de seu cavalo de batalha. “Boa tarde senhor” ela responde. “Meu nome é Saiden, eu trouxe umas uvas de Telaar para as crianças e também posso fazer uma pequena doação em ouro para o orfanato.” Fala Saiden num tom meio tímido. “Por favor, senhor me chame de Nightgale, deixe seu cavalo aqui que os guardas tomam conta, entre. Eu e as crianças adoramos receber visitas” completa a Matriarca do orfanato.

Ao entrar, praticamente todas as crianças, param o que estão fazendo e passam a observar aquele homem alto, de armadura reluzente e aparência simpática que acaba de chegar. “Tio tio, você é um paladino?” pergunta um dos meninos. “Sim eu sou” Saiden responde “Ei, que falta de educação é essa Mark? Desculpe o mau jeito senhor, nós não costumamos receber muitas visitas, e eles acabam sendo meio grosseiros. Ah, perdão, meu nome é Shellene, prazer.” “O prazer é meu senhora meu nome é Saiden e sim Mark, eu sou um paladino.” Responde o cavaleiro com um sorriso no rosto.
Após alguns minutos de euforia, Shellene e a senhora Nightgale pegam as frutas doadas pelo paladino e preparam um suco para todos. Enquanto isso, Saiden se acomoda e fica a disposição das perguntas e curiosidades dos órfãos.

Depois de algumas brincadeiras as perguntas começam: “Tio, o senhor pertence a uma guilda?” pergunta uma pequena garotinha ruiva. “Sim, pertenço a uma guilda chamada Stormwind Legion” “Pra que serve uma guilda tio?” Pergunta o pequeno Mark. “Como existem muitos heróis e aventureiros, além do exército da aliança, o reino permite que eles se organizem em grupos, para que o rei saiba quais são os seus objetivos. As melhores guildas possuem alguns benefícios e são bem vistas pelo rei. Heróis que não estão em guilda alguma e fora do exército não são muito bem vistos.”
“Tio, o senhor sempre foi dessa guilda?” Pergunta Mark com um olhar curioso. “Não Mark, quando sai em minha jornada, me juntei a um grupo de aventureiros chamado Flamefist. Era um grupo de apoio contra alguns ataques da horda, mas muitos buscavam poder e riquezas lá.” “Não deve ter feito nada de bom lá né tio?” Fala um jovem com um cabelo tão negro quanto o dele. “Qual é o seu nome?” pergunta Saiden. “Thomas…” responde o garoto. “Não fale assim com o cavaleiro Thomas” Retruca Shellene. Logo em seguida ela puxa o braço do paladino e cochicha no seu ouvido: “O pai dele foi morto por um falso guarda, e até hoje ele tem problema em confiar nas pessoas. “Tudo bem moça” Responde Saiden. Ele continua: “Thomas, eu e a Flamefist fizemos missões muito importantes”. Nós lutamos contra os fanáticos da cruzada escarlate, matamos um lich a mando do Arcebispo Benedictus. Ammenar the Coldbringer era o nome dele.” “Mentira, ninguém mata um lich…” Resmunga o jovem Thomas. O paladino olha pro jovem, meche em uma de suas mochilas e pega um pingente de âmbar com uma luz brilhante, ele fala suavemente: “Esse foi o prêmio que o arcebispo me deu por ter derrotado o Lich, guardo com muito apreço. Se quiser Thomas, posso dá-lo a você, mas com uma condição.” “Qual?” Pergunta o garoto. “Terá que acreditar mais em mim e nas pessoas até o fim do dia” Fala o paladino. “Ta…” responde Thomas meio desolado.

Depois de um breve intervalo para o suco de uva de Telaar, Mark não perde tempo e pergunta: “Tio tio, onde você conseguiu essa arma e essa armadura?” Saiden coça a cabeça e começa: “Bem, a espada, chamada de Cataclism Edge era uma antiga arma Eredar, que estava de posse do terrível Archimonde.” As crianças abriram os olhos avidamente e se calaram completamente. O cavaleiro continuou “No fim da luta com ele, muitos artefatos épicos foram liberados de sua armadura profana, a espada e o meu elmo eram alguns desses itens.” Ao relembrar daquela batalha, onde ele e muitos heróis voltaram no tempo para impedir que história mudasse, um leve arrepio sobe a cabeça do paladino ao recordar das turbas demoníacas subindo o monte Hyjal, lideradas por aquele eredar demoníaco de tamanho colossal, que por pouco não drenou as energias da árvore mundo, ele suspira aliviado.

“E a sua ombreira tio?” pergunta ansiosamente Mark “Bem… a ombreira foi durante a batalha no templo negro, lar do já morto Illidan o traidor” fala Saiden, tomando muito cuidado com as palavras e relembrando de momentos onde a sua vida e de muitos estavam por um fio. Momentos difíceis onde toda a sua capacidade foi posta a prova, instantes em que um ato corajoso vale muito mais do que um ato calculado. Por um momento, o paladino se vê perdido em lembranças de batalhas contra demônios gigantescos, fel orcs, nagas e por fim a luta contra a maligna Mother Shahraz. Ele jura dar sua vida para que nenhuma dessas crianças sita o que ele sentiu durante essas lutas.

“Tio, tio e a Lady Vashy e o Príncipe Kael´Thas que ajudavam ele, o senhor ajudou a derrotá-los?” Pergunta uma garotinha um pouco mais velha, com cabelos castanhos. “Ajudei a invadir a base da Lady Vashy e ajudei a derrotar alguns de seus generais, como o naga Warlord Kalitresh e o Blood Elf treinado por Illidan Leotheras the Blind. Mas a luta final contra a Lady Vashy foi travada por heróis experientes liderados pela expedição de Cenarius” responde o paladino relembrando por alguns instantes da umidade e do pavor causado pelos soldados nagas que serpenteavam rapidamente aqueles túneis em busca de sangue inimigo.

“E o príncipe Kael tio?” questiona Mark novamente cada vez mais admirado com a história. Saiden fala: “Ele tomou Tempest Keep, e os Scryers, que são blood elfs renegados e contrários ao príncipe, lideraram o ataque final a fortaleza. Um mago da minha guilda, chamado Digol, liderou um ataque a High Astromancer Solarian, que era o seu braço direito na base. Eu com um grupo menor ajudei a retomar os satélites de Botânica e o satélite prisão de Arcatraz, para que eles não pudessem ser usados como armas contra nós.” Aos poucos o paladino se recorda dos elfos leais ao príncipe, loucos por poder e energia arcana, e em Arcatraz ainda havia a ajuda de demônios da legião flamejante.

Ele ainda não entende como o príncipe sobreviveu até o seu embate com ele em Magiste Terrace e fala “O pior é que, não sabemos como, ele escapou dessa luta”. “Mas como tio?” Pergunta a Ruiva. Saiden toma fôlego e fala: “Depois da luta contra Illidan soubemos que o Príncipe Kael havia escapado, ele retornou para a ilha onde ficava a antiga fonte do sol, a fonte de magia dos elfos, e a queria usar como portal para a vinda de um grande mal para o nosso mundo.” “Nossa tio e o que aconteceu lá?” Pergunta Mark com o brilho nos olhos. “As tropas que haviam se unido contra o Illidan, agora formavam um único exército, chamado de Shattered sun Offensive, que tinha como objetivo acabar com as atividades do Príncipe.” Ele lembra da batalha do porto, da busca de recursos e pelas defesas constantes ao porto. As batalhas travadas contra os elfos da vila de Dawnstar. E por fim no dia do confronto final com o príncipe moribundo. “Tio, acorda, o que houve?” fala Mark. “Ele deve está pensando em mais alguma mentira.” Fala rispidamente Thomas. Quando Saiden pensa em responder, uma agitação acontece lá fora. Rapidamente ele pega a espada e vai para a porta do orfanato.

O paladino observou alguns guardas correndo e ao se virar pra dentro do orfanato ele vê um vulto ao seu lado. Rapidamente ele sua a técnica do martelo da justiça e paralisa o ladino que estava escondido. Ele olha rapidamente antes de golpeá-lo e fala: “Hemodr? O que faz aqui?” o ladino responde desconfiado “As pessoas se estressam por poucos trocados. E ai já sarou o braço queimado da luta com o Príncipe louco?” Thomas se adianta e pergunta: “Que príncipe?” “O selhor dos Blood Elfs, aquele do qual eu tive o prazer de enfiar a minha adaga e …” Saiden tampa a boca do ladino e fala: “E ai, vejo que está fazendo bom proveito da bota dele né?” Hemodr havia se esquecido que estava na entrada do orfanato, coça a cabeça e responde “Ah, pois é, muito boa a bota dele, ela tem um detalhamento muito bonito no calcanhar” Thomas se aproxima e vê um belo desenho élfico entalhado no couro da bota, parecia ser algo muito caro para um ladrão como ele usar. O garoto com dúvidas na cabeça resmunga: “Impossível, só vocês dois não teriam poder pra matar o príncipe” “Mas é óbvio moleque, fala pra ele saiduxo dos caras que nos ajudaram” Saiden olha com uma cara de insatisfação enquanto as crianças riem e começa: “ Tivemos ajuda da pequenina gnoma maga Puqui, mestra nas magias de gelo, do Draenei Shaman Amonra que ainda tem dificuldade em falar o comum, mas nos entende, e do resistente guerreiro night elf Finarfin. Juntos, enquanto a grande tropa invadia e tomava Sunwell Plateaul, nós tomamos Magister Terrace e derrotamos de uma vez por todas Kael e seus últimos seguidores.” As crianças abriram um sorriso, algumas aplaudiram enquanto o paladino se virou e disse: “Quer dizer algo Hemo?…” Ele e as crianças o procuraram por todo o orfanato, mas ele simplesmente havia desaparecido.

Com a tarde caindo, Saiden começava a arrumar suas coisas para aguardar a volta de seu pai quando Mark vem e pergunta: “Tio, o senhor sente medo?” As crianças se viram para ele, Shellene esboça um ato de repreensão, mas o paladino acena pra ela com a mão indicando que irá responder a pergunta: “Sim Mark, todos sentem medo, desde os soldados até os maiores heróis, mas somente alguns conseguem controlar seus medos. Thomas viu no cavaleiro uma franqueza e perguntou: “Qual foi o seu maior medo?”O paladino respira fundo e responde: “Na verdade foram três Thomas. O primeiro foi no início de minha jornada que era o de não encontrar meu pai vivo, o segundo, depois que eu o encontrei era o de perdê-lo. Ele para e abaixa a cabeça. “E o terceiro tio?” Pergunta a pequena ruiva? “O terceiro foi de ter que pensar em matar o próprio pai. Shellene sente que ele está abalado, mas a Matriarca o repreende: “As crianças não podem ouvir esses absurdos retire…” Shellene faz um sinal de negativo pra ela. Saiden respira fundo e continua com lágrima nos olhos. “Enquanto eu lutei em Quel´Danas meu pai participou do assalto a Naxxramas, a base do asqueroso Lich Kel´Thuzad. Lá ele foi traído e morto. Meses depois, após as batalhas na ilha da fonte do Sol, fui convocado para defender a capela de light´s hope de um ataque massivo do flagelo, liderado pelo prórpio Arthas. “No meio da luta, comecei a me degladiar com um cavaleiro da morte. Quando olhei no rosto dele, era o meu pai.” Muitos se emocionaram e começaram a chorar, a matriarca sentiu a garganta secar de repente e os órfãos se juntaram entorno do paladino numa tentativa de consolá-lo. Ele respira fundo e continua. “Mas graças a luz sagrada, o antigo paladino chamado Tirion, volta de seu exílio e reclama a corrompida espada Ashbringer e a purifica. “Que arma é essa tio?” Interrompe Lucas.
O cavaleiro responde: “É uma espada feita com um cristal, que é muito poderosa, ela era usada pelos paladinos para lutarem contra os mortos vivos, mas o dono dela Morgraine foi morto com ela e a espada se tornou maligna”. Saiden complementa: “Com ela purificada na mão ele desafia o próprio Arthas para o confronto final, que acaba fugindo para o norte gelado. Quando a luta acaba, a tropa de cavaleiros da morte havia recobrado a consciência. Meu pai me reconhecera e eu novamente estava junto a ele.” “MENTIRA” Grita Thomas chorando. “Ninguém volta a vida e fica do bem de novo, para com isso tio!!! Tia, manda ele parar…” Saiden se levanta tristemente e se despede das crianças.

Ao sair, as crianças, junto com as suas tutoras se espremem na porta do orfanato para vê-lo partir. Algumas acenam, outras gritam, Thomas apenas observa.

Quando Saiden monta em seu cavalo de batalha, eis que surge da catedral, um cavaleiro negro, com uma armadura pesada. As crianças se espantam ao vê-lo e cochicham: “É verdade, olha-lá é o pai do tio Saiden” O paladino entrega uma coisa na mão do cavaleiro negro, que desce do cavalo e anda vagarosamente em direção a porta do orfanato. Uma voz ao mesmo tempo gentil e sombria sai do cavaleiro: “Boa noite senhora, desculpe incomodá-los com a minha aparência, vim aqui deixar um presente para o aspirante Thomas” as crianças se perguntam do alto dos seus beliches “Aspirante?” Shellene olha para as crianças e fala: “Aspirante é o primeiro passo que um homem dá para que ele se torne um cavaleiro, certo, senhor Galdor?” “Certíssimo senhora, e onde está o aspirante de meu filho?” Timidamente o garoto se aproxima do cavaleiro negro. Galdor fala “Eis seu presente, campeão” Galdor coloca o pingente de âmbar no pescoço do garoto e fala “Se estudar, comer bem e for obediente, em breve você poderá ser um forte cavaleiro” Thomas enche os olhos de água e pergunta para Galdor “Tio, eu posso te chamar de pai?” Galdor apenas o põe no colo e o abraça refletindo, depois de tudo que ele passou; ele se lembra de sua mãe morta no fim da segunda guerra, de sua ordenação a paladino, da perda de seus amores, de sua longa jornada em busca do verdadeiro mal, do pesadelo de ter virado um cavaleiro da morte e por fim daquele momento, podendo estar de certa forma “vivo” abraçando uma criança, ele sussurra para si mesmo “pelas crianças, valeu a pena..”

Pai e filho rumam vagarosamente para o recém inaugurado porto. O jovem paladino fala: “Pai, eu quero que isso acabe logo, será que vamos conseguir?” O velho pai responde “Temos que conseguir filho, não por nós, mas por eles”.

E assim eles entram no navio chamado “O Kraken” e rumam para as terras geladas do norte, para reforçar as tropas da aliança contra o flagelo.

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» Felipe » 08/08/2015

Bacana, Saiden! Me desculpe pela demora em dar um feedback, mas andei meio ocupado nas últimas duas semanas.

Como escritor, a principal recomendação que posso te dar é que use o traço ao invés das aspas nos diálogos, que é o padrão da língua portuguesa e deixa tudo muito mais estético e bem organizado, pra nós que estamos habituados a ler assim.

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